V de VoltA


Sem V não Vou a lado nenhum. Só de imaginar que a Volta poderá ser dolorosa, nem sequer Vou. Tem tanto de triste como de seguro. É a história da minha vida. Não me permito protagonizar filmes sem pause ou reWind. Faço da cobardia a minha defesa. Gosto sempre de poder Voltar ao meu sofá, sem ter que pedir desculpa. Por vezes Vou, Vou quando me dão espaço para poder regressar, sem que me cobrem por isso. Ter o regresso em aberto, mesmo que algum dia dele não precise, é agradável. Agrada-me.

try just a little bit harder



Sabes quantas vezes já ouvi isso? Muitas! Não, não é inédito para mim. É uma “cover” mal amanhada de música antiga. E nem sequer é uma grande versão. No meio do meu muito treinado e bem conseguido alheamento, tudo o que dizes é paisagem. Para chegar aqui, é preciso muito mais! Mais e melhor! Começa a treinar escalada e quem sabe... talvez chegues antes de te faltar o oxigénio.

voltar



Perco-me em cada nota deste senhor.
Um grande senhor da música: Rodrigo Leão!

(im)pertinências


Há ausências muito pertinentes. E vinhos que ganham corpo, vontade e alma no reflexo da lareira apagada pelo calor deste verão que se atrasou. E há defesas, sim, essas que poderiam derreter-se num «até breve» demorado. Mas que não cedem à tentação das promessas dos riscos que estão sob o vidro e a porcelana. Faz muito tempo que os cacos não fazem parte daquilo que quero apanhar. E o falso acrílico é sempre mais seguro.

ruralidades

E no quintal da mãe há tomates, limões e galinhas, couves, uvas e brincos de princesa. As galinhas não acharam grande piada ao flash e acho que foi por isso que ontem não houve ovo! E segue-se um pequeno apontamento da reportagem fotográfica.







this magic moment


Daqui saiu o título deste meu "diário-mas-nem-tanto" virtual. Um dos meus filmes preferidos e uma das cenas que ficarão até que a memória me falhe!

Sweeter than wine, softer than a summer's night, tralalala

repetições


E dizes que fazes e aconteces. Mas quem tem que fazer e acontecer sou eu. Tenho que te fazer ver aquilo que finges que não vês, até porque é de noite e é uma boa razão para isso. Não desistes de quê? As madrugadas dão-te certezas e havias de te ouvir falar, tal é a convicção nas tuas palavras. Queres o quê? Enganas-te no sujeito. Enganas-te no destinatário. Enganas-te a ti e quase me enganas a mim. Mas eu tenho as vacinas em dia. Aqui apenas chegam os “pis” das teclas onde carregas por engano. Ok, ok, tu não bebeste nada. Deixas cair o telemóvel. Sim, está bem, andas à procura do carregador. E não, não bebeste, não são 6h da manhã e sim, tens a certeza do que dizes. É isso que queres. E queres muito, queres com todos os graus da cerveja que não meteste goela abaixo. Vai dormir, que isso passa.

I really am such a fool...


20 para a 1h. O tabaco acabou a meio da tarde. Quando fumei o último até pensei que não era nada difícil ficar o resto do domingo sem tabaco. Estendi a roupa e resolvi dormir um bocado, até porque já começava a pensar na estúpida da nicotina. Quando dormimos é bom, nada nos faz falta. Acordei, respondi às sms que estavam por ler no telemóvel. Comi umas bolachas. Comentei a série portuguesa do canal 1 com uma amiga, por sms, claro está. Estou inquieta. Vou ver quem está online. Partilho a minha inquietação contigo. Tu ainda ris e dizes que vais acender um cigarro, mudas a foto para aquela tua foto de ar regalado e cigarro na mão. Não, os trocos que estão na carteira já não chegam para ir comprar tabaco ao café. Até porque ontem foi noite de saída com as amigas e pouco sobrou do pouco que levava, há sempre quem pague uns copos para nos agradar. E eu até nem bebi tudo porque tinha que conduzir. Inquietação em alta. Ainda há uns cigarros na gaveta lá do escritório. Tenho que vestir umas calças para não ir de pijama, não o tirei o dia todo. Pego no carro e lá vou eu em busca da nicotina. Passei com o carro 2 vezes pela mesma pessoa, senti-me parva, eram 2h e eu ali. Parei, corri escada acima, fui ao escritório sem acender sequer a luz e saquei o maço dos 4 cigarros que lá deixei e vim embora. Parecia que estava a roubar e a fugir. Não conseguiria mentir se encontrasse alguém conhecido. Acendi o cigarro. Continuei a sentir-me parva. E no rádio, um gajo qualquer cantava “I really am such a fool...”. Ora, tu que nem sei quem és, acertaste na mouche e a cantar! Voltei a casa, parei o carro, desta feita noutro estacionamento, aquele estacionamento parvo que tem um poste de electricidade à frente e não deixa chegar o carro ao passeio e que tem uma árvore meticulosamente plantada mesmo no espaço que eu precisava para abrir a porta e sair. Os meus 5 kg a mais ainda me deixam sair, a custo. O fumo que passa entre mim e este monitor, dá-me calma. Neste momento não preciso de mais nada. Este misto de felicidade viciada e vergonha é bem melhor do que a inquietação. No fim das contas feitas, sei que, quando quero, vou atrás.

nada (na mão)


Mais uma vez caí-te por entre os dedos, sem te sentir qualquer movimento para fechares a mão. Ah pois, estavas a dormir. Desculpa acordar-te. Espero que tenhas dormido bem e que aquilo que tanto disseste que querias, não tenha sido uma pedra no teu colchão.

temperaturas


Eu não sou fria. O termóstato é que avariou e o contrato de assistência não foi renovado.

(in)sensibilidades


Fugir às emoções e aos envolvimentos pode não ser o caminho mais certo. Mas é, talvez, o meio mais fácil de não ter a cabeça feita num oito. Depois há o outro lado da fuga. Aquele em que a falta de emoções não nos deixa, sequer, ser minimamente interessantes aos olhos de quem nos vê, mais ainda, aos ouvidos de quem nos ouve. Nem o espelho nos devolve um segundo olhar. Fica tudo cinzento. Vazio. Monótono. Insípido. Mal temperado. Acho que eu é que ando destemperada. Tenho que incluir sal na lista das compras do mês. Tenho saudades de todos os deslumbramentos de outros tempos, das ansiedades, de querer cativar sempre. Mas não tenho saudades das cabeçadas! Assim sendo, fico-me.

banalidades


Como não podia deixar de ser, todas as promessas do post anterior, ficarão para preencher os meus pensamentos num próximo pequeno-almoço pós-experimenta-roupa-e-tira-porque-não-fica-bem. E continuarão a ser apenas isso, promessas de uma manhã chata. Este fim de semana foi chato também. Limpezas domésticas atabalhoadas intervaladas por trocas de sms e cigarros mal fumados, uma taça de vidro partida e as pedrinhas e conchas da praia espalhadas no chão. O suspiro e as asneiras que me saíram pela boca por ter que apanhar aqueles cacos todos. A espera para ir buscar a progenitora ao trabalho. Os copos bebidos até às 3h, no meio de conversas parvas, mas divertidas. O domingo de sofá e televisão. A canseira de ter que fazer o percurso da cama para o sofá. Ufa! E mais tarde, ufa outra vez, do sofá para a cama. Podia ter ido aproveitar o sol que me fez desesperar por não lhe ver brilho durante os meses do Inverno passado, mas não, nem lhe dei valor nenhum. Deixei-o lá fora. Para castigo, quando eu quiser sol, ele vai meter-se atrás das nuvens. Bem feita para mim.

desvios


Hoje é um dia daqueles! Daqueles em que nenhuma roupa fica bem e muita fica em cima da cama e da cadeira, depois de ser vestida e tirada num abrir e fechar de olhos. Daqueles dias em que os sapatos novos magoam e acabo por calçar aqueles velhos e confortáveis, mas mesmo assim, velhos. Daqueles dias em que tomo 500 decisões, ao pequeno-almoço, entre as colheradas dos cereais. Sim, porque agora tomo pequeno-almoço, depois de uns 15 anos sem o fazer. Amanhã recomeço a dieta e as caminhadas; a busca por um segundo emprego que faça com que sobre dinheiro em vez de mês; no mês que vem mudo outra vez de penteado, quero-o deixar crescer, mas de maneira diferente (impossível????); logo à noite preparo a roupa que vestirei amanhã; vou começar a sair da cama mais cedo para não chegar atrasada ao emprego; vou começar a responder a todas as sms que me enviam e a ler os mails todos antes de os apagar (reencaminhá-los já não me parece); no mês que vem vou fazer um orçamento mensal de modo a que consiga gerir o salário (caso aquela brincadeira do segundo emprego não se concretize a curto prazo); vou começar a visitar os avós com mais frequência e dar mais atenção ao cão e à gata; etc., etc., etc. e tal!

Pois sim!

in a manner of speaking



In a Manner of speaking
I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Ohohohoh give me the words
Give me the words
That tell me everything
-
(In a Manner of Speaking by Nouvelle Vague)
lindo...

efeitos secundários de um documentário


Para que conste, eu não sou a Maria Callas, nem tu és o Aristóteles Onassis! E mesmo que não encontres uma Jaqueline Kennedy, não vou estar à tua espera, estendida numa toalha, no areal de uma qualquer ilha grega. Não, também não me vou enfiar num quarto de hotel, nem adquirir a nacionalidade grega. Se calhar falta-te o barco, onde nunca me levaste a passear, até porque não saberias onde me levar. É uma pena que também não te falte o telemóvel.

now or never


Now Or Never - Lisa Ekdahl



Gosto de doces e de vozes açucaradas!
Esta Lisa Ekdahl entusiasma-me!

o crime não compensa


Crime: Tirei um catálogo de uma caixa de correio alheia.
Motivo: Eu queria aquele catálogo.
Descrição: O catálogo estava metade de fora da caixa do correio. Foi só puxar, não doeu nada.
Condenação: Em hora de expediente não dá para desfolhar o catálogo!

Who killed Laura Palmer?




Finalmente vi o “Twin Peaks: Fire Walk with Me”, já tinha saudades daquele ambiente todo. Era viciada na série. Li o diário. Ouvi repetidamente a banda sonora. Faltava apenas o filme!


Obrigada Mr. David Lynch!

everything


When you smile at me you know exactly what you do.

Everything by Michael Buble

insistências

Pára a porcaria do carro aí. Liga os quatro piscas. Não esperes encontrar-me outra vez nessa tua lista. Eu vou estar sempre no intervalo da luz intermitente e tu nunca foste muito bom com vendas nos olhos.